Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Geotecnologias & Geoprocessamento | v. 5 n. 1 (2024)
Tawana de Melo Pereira Fabrizio de Luiz Rosito Listo
Informações do autor
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Publicado em março 28, 2024
O planejamento excludente das cidades, efeito da urbanização e desigualdades sociais, leva a população mais vulnerável para ocupação em áreas de risco. Assim, este trabalho objetivou avaliar as áreas de maior vulnerabilidade física estrutural e social do Bairro dos Estados, Camaragibe (PE), necessárias para gestão de áreas prioritárias. Metodologicamente a setorização dessas áreas deu-se por meio de trabalhos de campo, interpretação de imagens de satélite, entre outros. A vulnerabilidade foi avaliada a partir de ficha de campo, com critérios selecionados considerando à relevância das características de vulnerabilidade que interferem diretamente no risco potencial, seguindo critérios/categorias a cerca do saneamento; padrão de ordenamento urbano, estrutura da moradia e características sociais, para ser gerado um Índice Ponderado de Vulnerabilidade (IPV) para os sete setores avaliados. Dos resultados obtidos para o mapeamento de vulnerabilidade física estrutural e social não houve setores classificados com vulnerabilidade baixa. Dessa forma, três setores (2, 3 e 6) foram mapeados com vulnerabilidade média, três setores (1, 4 e 7) com vulnerabilidade alta e um setor (5) foi mapeado com vulnerabilidade muito alta. O Bairro dos Estados apresentou uma alta vulnerabilidade física estrutural e social, predominantemente composta por assentamentos precários e sem infraestrutura básica exposta ao risco de escorregamentos. Diante desse contexto, identificar as vulnerabilidades é um dos caminhos para mitigação do planejamento e gestão territorial de áreas de risco no Brasil e, sobretudo no Nordeste, ainda são incipientes e necessitam de aprimoramentos.