Revista Brasileira de Sensoriamento Remoto

##plugins.themes.gdThemes.journalSlogan##

QUALIS-CAPES

B1

2021-2024
quadriênio

##plugins.themes.gdThemes.language##

Revista Brasileira de Sensoriamento Remoto

##plugins.themes.gdThemes.general.eIssn##: 2675-5491 | ##plugins.themes.gdThemes.general.issn##: 2675-5491


Resumen

DOI

O planejamento excludente das cidades, efeito da urbanização e desigualdades sociais, leva a população mais vulnerável para ocupação em áreas de risco. Assim, este trabalho objetivou avaliar as áreas de maior vulnerabilidade física estrutural e social do Bairro dos Estados, Camaragibe (PE), necessárias para gestão de áreas prioritárias. Metodologicamente a setorização dessas áreas deu-se por meio de trabalhos de campo, interpretação de imagens de satélite, entre outros. A vulnerabilidade foi avaliada a partir de ficha de campo, com critérios selecionados considerando à relevância das características de vulnerabilidade que interferem diretamente no risco potencial, seguindo critérios/categorias a cerca do saneamento; padrão de ordenamento urbano, estrutura da moradia e características sociais, para ser gerado um Índice Ponderado de Vulnerabilidade (IPV) para os sete setores avaliados. Dos resultados obtidos para o mapeamento de vulnerabilidade física estrutural e social não houve setores classificados com vulnerabilidade baixa. Dessa forma, três setores (2, 3 e 6) foram mapeados com vulnerabilidade média, três setores (1, 4 e 7) com vulnerabilidade alta e um setor (5) foi mapeado com vulnerabilidade muito alta. O Bairro dos Estados apresentou uma alta vulnerabilidade física estrutural e social, predominantemente composta por assentamentos precários e sem infraestrutura básica exposta ao risco de escorregamentos. Diante desse contexto, identificar as vulnerabilidades é um dos caminhos para mitigação do planejamento e gestão territorial de áreas de risco no Brasil e, sobretudo no Nordeste, ainda são incipientes e necessitam de aprimoramentos.

Citas

  • AUGUSTO FILHO, O.; VIRGÍLI, J. C. Estabilidade de taludes. In: OLIVEIRA, A. M. S.; BRITO, S. N. A. Geologia de Engenharia. São Paulo: ABGE-CNPq- FAPESP, 1998. p. 243-269.
  • BRASIL. Ministério das Cidades; IPT – INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS. Mapeamento de riscos em encostas e margem de rios. Brasília: MCidades; IPT, 2007. Disponível em: <http://goo.gl/rYX7IK>. Acesso em: 15 de outubro de 2022.
  • CANIL, K.; LAMPIS, A.; SANTOS, K. L. Vulnerabilidade e a construção social do risco: uma contribuição para o planejamento na macrometrópole paulista. Cad. Metrop., São Paulo, v. 22, n. 48, pp. 397-416, maio/ago 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/2236-9996.2020-4803. Acesso em: 20 de maio de 2021.
  • CARVALHO, C.S.; GALVÃO, T. (Org.) 2006. Prevenção de Riscos de Deslizamentos em Encostas: Guia para Elaboração de Políticas Municipais. Brasília: Ministério das Cidades; Cities Aliance, 2006.
  • CARVALHO, C. S.; OGURA; A. T.; MACEDO, E. S. Mapeamento de Risco em Encostas e Margens de Rios. Ministério das Cidades / Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, 2007, p. 9-32.
  • CEPED - Centro Universitário de Estudos e Pesquisas Sobre Desastres. Atlas brasileiro de desastres naturais: 1991 a 2012 / 2. ed. rev. ampl. – Florianópolis: CEPED UFSC, 2013.
  • CPRM, Serviço Geológico Brasileiro, 2019. Setorização de Áreas em Alto e Muito Alto Risco a Movimentos de Massa, Enchentes e Inundações. Recife: CPRM/ DEGET.
  • DUTRA. Rita de Cássia. Indicadores de vulnerabilidade no contexto da habitação precária em área de encosta sujeita a deslizamento. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil). Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2011.
  • FERREIRA, C. J; ROSSINI-PENTEADO, D. Mapeamento de risco a escorregamento e inundação por meio da abordagem quantitativa da paisagem em escala regional. In: Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia, 11, São Paulo, 2011. Anais..., ABGE, São Paulo, 2011.
  • GUERRA, A. J. T.; MARÇAL, M. S. Geomorfologia Ambiental. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2006.
  • GUILLARD-GONÇALVES, C.; ZÊZERE, J. L. Combining Social Vulnerability ande Physical Vulnerabilit Analyse Landslide Risk at the Municipal Scale. Geosciences, 8 (8). Lisboa, 2018.
  • INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA -IBGE. CENSO DEMOGRÁFICO 2010 - Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.
  • INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). Relatório de pesquisa a nova plataforma da vulnerabilidade social: primeiros resultados do índice de vulnerabilidade social para a série histórica da Pnad (2011-2015). editores: Bárbara Oliveira Marguti, et al.; Brasília: IPEA, 2015.
  • IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A. Ocupação de Encostas. Coord. Cunha, M. A. São Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas, 1991.
  • LONDE, L. D. R. et al. (2018). Vulnerability, health and disasters in São Paulo coast (Brazil): challenges for a sustainable development. Ambiente & Sociedade, v. 21, n. 0.
  • PFALTZGRAFF, A. S. Mapa de Suscetibilidade A Deslizamentos Na Região Metropolitana Do Recife. Tese (Doutorado), Programa de Pós-Graduação Em Geologia, UFPE, 2007.
  • SANTOS, E. M. Aplicação do modelo SHALSTAB na previsão de escorregamentos no Município de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Geografia – PPGEO, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), 2020.
  • SUDMEIER-RIEUX, K. On Landslide Risk, Resilience and Vulnerability of Mountain Communities in Central-Eastern Nepal. Thesis, University of Lausanne, 2011.
  • SANTOS, E. M. Aplicação do modelo SHALSTAB na previsão de escorregamentos no Município de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Geografia – PPGEO, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), 2020.
  • TOMINAGA, L. K. (2007). Avaliação de Metodologias de Análise de Risco a Escorregamentos: Aplicação de um Ensaio em Ubatuba, SP. Tese de Doutorado. Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 220 p.
  • UNISDR- UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION (Org.). Sendai Framework for Disaster Risk Reduction 2015-2030. The United Nations Office for Disaster Risk Reduction, Geneva, 2015. Disponível em: <http://www.preventionweb.net/files/43291_sendaiframeworkfordrren.pdf>. Acesso em: 02 abril 2022.
  • WILCHES-CHAUX, Gustavo. La vulnerabilidad global. In: MASKREY, Andrew. (Org.). Los desastres no son naturales. Bogotá: Tercer Mundo Editores, 1993. p. 9-50.
  • XAVIER, J. P. S.; BISPO, C. O.; SANTANA, J. K. R.; LISTO, F. L. R. Metodologias de Identificação de Risco a Escorregamento de Terra Associadas ao Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), Aplicados ao Município do Recife. Ciência & Trópico, v. 43, n. 1, p. 73–86, 2019.
  • XAVIER, J. P. S. Erosão Pluvial e Escorregamentos no Estado de Pernambuco: Áreas de Ocorrências, Unidades de Paisagem e Banco de Dados Geográfico. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Geografia – PPGEO, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), 2020.