Revista Brasileira de Sensoriamento Remoto

##plugins.themes.gdThemes.journalSlogan##

QUALIS-CAPES

B1

2021-2024
quadriênio

##plugins.themes.gdThemes.language##

Revista Brasileira de Sensoriamento Remoto

##plugins.themes.gdThemes.general.eIssn##: 2675-5491 | ##plugins.themes.gdThemes.general.issn##: 2675-5491


Resumen

DOI

R E S U M O

 

As APPs cumprem função essencial na conservação ambiental e na proteção dos recursos hídricos, sobretudo em contextos urbanos marcados pela pressão antrópica crescente. Nessa perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo mapear e analisar o uso e a ocupação do solo nas APPs ao longo do Rio do Peixe, no perímetro urbano de Piratuba, Santa Catarina. A metodologia adotada envolveu a aplicação de geotecnologias, utilizando os softwares ArcGIS e Google Earth Pro para a delimitação das APPs conforme o Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), com base na largura do curso d’água. O uso do solo foi classificado em quatro categorias: vegetação nativa, edificações, vias e uso diverso (áreas consolidadas). Os resultados demonstraram que a APP urbana de Piratuba abrange 97,43 hectares, dos quais 42,74% estão ocupados por vegetação nativa, enquanto 57,26% estão sob uso antrópico, com destaque para a categoria uso diverso, que representa 49,71% da área. Embora o estudo apresente a  presença de remanescentes florestais, a intensa ocupação compromete os serviços ecossistêmicos e evidencia a fragmentação das áreas protegidas. Sendo assim, conclui-se que a APP do Rio do Peixe em Piratuba sofre por interações antropogênicas, tornando-se necessário o desenvolvimento de medidas de recuperação, planejamento territorial e fiscalização, a fim de garantir a integridade ecológica das APPs frente à expansão urbana.

 

Palavras-Chaves: Urbanização, Recurso Hídrico, Atividades Antropogênicas.

 

 

Land Use Analysis in the Permanent Preservation Area (PPA) of the Urban Perimeter of the Municipality of Piratuba, Santa Catarina, Brazil

 

A B S T R A C T

 Permanent Preservation Areas play a vital role in environmental conservation and the protection of water resources, especially in urban contexts increasingly affected by anthropogenic pressure. In this context, the present study aims to map and analyze land use and land cover within the PPA along the Rio do Peixe, in the urban perimeter of Piratuba, Santa Catarina. The methodology involved the application of geotechnologies, using ArcGIS and Google Earth Pro software to delimit the PPA according to the Brazilian Forest Code (Law 12,651/2012), based on the river width. Land use was classified into four categories: native vegetation, buildings, roads, and miscellaneous uses. The results showed that the urban PPA in Piratuba covers 97.43 hectares, of which 42.74% is occupied by native vegetation, while 57.26% is under anthropogenic use, with the miscellaneous use category accounting for 49.71% of the total area. Partial findings indicate that, despite the presence of forest remnants, intense occupation compromises ecosystem services and highlights the fragmentation of protected areas. Therefore, it is concluded that the PPA of the Rio do Peixe in Piratuba is affected by anthropogenic interactions, highlighting the need for the development of recovery measures, territorial planning, and enforcement to ensure the ecological integrity of PPA in the face of urban expansion. 

Keywords: Urbanization, Water Resource, Anthropogenic Activities.

Citas

  • Alexandre, F. S. (2016). Mapeamento do uso do solo no município de Palmeirina-PE. Revista de Geociências do Nordeste, 2, 1160–1167. https://doi.org/10.21680/2447-3359.2016v2n0ID10579
  • Alves, G. M. R., & Ferreira, M. F. M. (2016). Uso do solo em Áreas de Preservação Permanente (APP) na bacia do córrego do Pântano, município de Alfenas-MG. Revista de Geografia – PPGEO – UFJF, 6(4), 329–337.
  • Araújo, I. A. (2017). Análise dos conflitos do uso e ocupação do solo em área de preservação permanente – APP – urbana. ÎANDÉ: Ciências e Humanidades, 1(1), 58–67. https://doi.org/10.36942/iande.v1i1.19
  • Araújo, T. S. (2014). Análise espaço-temporal do estado de conservação da Serra da Aratanha/Ceará. Revista GeoUECE, 3(4), 330–331.
  • Berlanda, A., de Moura, C. N., Sá, E. A. S., Biffi, L. J., & Becegato, V. A. (2018). Dinâmica da alteração da cobertura vegetal e uso da terra com suporte de geotecnologia na bacia hidrográfica do Rio Desquite–SC. Ra'e Ga, (43), 43–57.
  • Borges, L. A. C., Rezende, J. L. P. D., Pereira, J. A. A., Coelho Júnior, L. M., & Barros, D. A. D. (2011). Áreas de preservação permanente na legislação ambiental brasileira. Ciência Rural, 41(7), 1202–1210. https://doi.org/10.1590/S0103-84782011000700016
  • Brandão, S. L., & do Carmo Lima, S. (2002). Diagnóstico ambiental das Áreas de Preservação Permanente (APP), margem esquerda do rio Uberabinha, em Uberlândia (MG). Caminhos de Geografia, 3(7), 41–62. https://doi.org/10.14393/RCG3715299
  • Brasil. (2012). Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Diário Oficial da União. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm
  • Campos, R. F. F., & Barcarolli, I. F. (2023). Análise da interação antrópica na qualidade da água de um sistema lótico, Rio do Peixe, Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira de Geografia Física, 16(1), 542–556. https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.1.p542-556
  • Campos, R. F. F., & Kuhn, D. C. (2021). Análise da interação de uma fonte pontual de lançamento de esgoto sanitário com a qualidade da água de um sistema lótico, Rio do Peixe, Santa Catarina, Brasil. Nature and Conservation, 14(3), 96–102. https://doi.org/10.6008/CBPC2318-2881.2021.003.0008
  • Campos, R. F. F., & Moretto, D. (2025). Análises dos efeitos antrópicos na determinação do Índice do Estado Trófico (IET) de um sistema lótico, Rio do Peixe, Santa Catarina, Brasil. Meio Ambiente (Brasil), 7(2), 105–119.
  • Campos, R. F. F., & Pavelski, J. V. (2025). Análise da interação antrópica com o Índice da Qualidade da Água (IQA) do Rio do Peixe no perímetro do município de Caçador (Santa Catarina). Meio Ambiente (Brasil), 7(3), 66–82.
  • Campos, S., Pupo, G. R. D. S., Pissarra, T. C. T., Felipe, A. C., Garcia, Y. M., & Campos, M. D. (2013). Diagnóstico do uso do solo em APP na microbacia do Córrego Santo Antonio–São Manuel (SP) em função da legislação ambiental. Revista Geoaraguaia, 198–210.
  • Carvalho Neto, L. M. (2021). Uso e ocupação do solo da área de preservação permanente (APP) da microbacia do Córrego Barreiro, Uberaba (Minas Gerais). Revista Brasileira de Sensoriamento Remoto, 1(2), 29–41.
  • Castro, S. L. I., May, L. R., & Garcias, C. M. (2018). Meio ambiente e cidades – Áreas de Preservação Permanente (APPs) marginais urbanas na Lei Federal nº 12.651/12. Ciência Florestal, 28(3), 1340–1349. https://doi.org/10.5902/1980509833353
  • CINCATARINA. (2020). Plano de Mobilidade Urbana de Piratuba/SC. Piratuba: CINCATARINA.
  • Coutinho, L. M., Zanetti, S. S., Cecílio, R. A., Garcia, G. D. O., & Xavier, A. C. (2013). Usos da terra e Áreas de Preservação Permanente (APP) na bacia do rio da Prata, Castelo-ES. Floresta e Ambiente, 20(4), 425–434. https://doi.org/10.4322/floram.2013.043
  • Delfes, M., Perazzoli, M., & Goldbach, A. (2015). Avaliação Qualitativa da água do Rio do Peixe na área Urbana do Município de Videira, SC. Unoesc & Ciência-ACET, 6(2), 133-140.
  • Garcia, Y. M., Campos, S., Spadotto, A. J., De Campos, M., & da Silveira, G. R. P. (2015). Caracterização de conflitos de uso do solo em APPs na bacia hidrográfica do córrego Barra Seca (Pederneiras/SP). Energia na Agricultura, 30(1), 68–73.
  • Gasparini, K. A. C., Lyra, G. B., Francelino, M. R., Delgado, R. C., Oliveira Júnior, J. F. D., & Facco, A. G. (2013). Técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto aplicadas na identificação de conflitos do uso da terra em Seropédica-RJ. Floresta e Ambiente, 20, 296–306.
  • Granemann, D. L. F. (2012). Conflitos do uso do solo nas áreas de preservação permanente ao longo do Rio Correntes no reassentamento Novo Amanhecer (Curitibanos–SC). Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Paraná/UTFPR, Curitiba.
  • Kaliski, A. D., Ferrer, T. R., & Lahm, R. A. (2010). Análise temporal do uso do solo através de ferramentas de geoprocessamento – estudo de caso: município de Butiá/RS. Para Onde!?, 4(2).
  • Leal, M. S., Tonello, K. C., Dias, H. C. T., & Mingoti, R. (2017). Caracterização hidroambiental de nascentes. Revista Ambiente & Água, 12, 146–155.
  • Leitão, M., Moura, M., Saldanha, T., Sobrinho, J., & Oliveira, G. (2000). Balanço de radiação sobre um solo descoberto para quatro períodos do ano. Revista de Ciência & Tecnologia, (15), 59–66.
  • Luíz, Â. M. E., Pinto, M. L. C., & de Oliveira Scheffer, E. W. (2012). Parâmetros de cor e turbidez como indicadores de impactos resultantes do uso do solo, na bacia hidrográfica do rio Taquaral, São Mateus do Sul-PR. Raega – O Espaço Geográfico em Análise, 24.
  • Mendonça, F., & Danni-Oliveira, I. M. (2007). Climatologia: Noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos.
  • Moreira, T. R., Santos, A. R. D., Dalfi, R. L., Campos, R. F. D., Santos, G. M. A. D. A. D., & Eugenio, F. C. (2015). Confronto do uso e ocupação da terra em APPs no município de Muqui, ES. Floresta e Ambiente, 22, 141–152.
  • Novicki, C., & de Campos, R. F. F. (2016). Análise da potabilidade das águas de fontes naturais, junto ao município de Fraiburgo-SC. Revista Monografias Ambientais, 15(1), 323–336. https://doi.org/10.5902/2236130819317
  • Nunes, E. J. D. S., Silva, E. P. D., Souza, E. D., Rocha Filho, J. A. D., & Silva, D. S. N. D. (2015). Geotecnologias no diagnóstico de conflitos de uso do solo de uma microbacia do município de Alta Floresta-MT. Ciência Florestal, 25, 689–697.
  • Pinto, L. V. A., de Roma, T. N., & de Carvalho Balieiro, K. R. (2012). The effect of different soil uses on the quality of spring water. Cerne, 18(3), 495–505. https://doi.org/10.1590/S0104-77602012000300018
  • Poleto, C., Carvalho, R. C., & Matsumoto, T. (2010). Qualidade de sedimentos: Teoria e aplicações. Porto Alegre: ABRH.
  • Ribeiro, A. C. A., Dores, E. F. G. D. C., Amorim, R. S. S., & Lourencetti, C. (2013). Resíduos de pesticidas em águas superficiais de área de nascente do rio São Lourenço-MT: Validação de método por extração em fase sólida e cromatografia líquida. Química Nova, 36(2), 284–290. https://doi.org/10.1590/S0100-40422013000200014
  • Ribeiro, F. T., Ribeiro, M. E. O., Antoniolli, B. I., da Silva, J. M. S., & de Farias Venturin, E. V. (2018). Os Sistemas Florestais na Preservação das APP. ID on line. Revista de psicologia, 12(39), 300-316.
  • Silva, M. A., de Freitas, D. A., Silva, M. L., Oliveira, A. H., Lima, G. C., & Curi, N. (2013). Sistema de informações geográficas no planejamento de uso do solo. Revista Brasileira de Ciências Agrárias, 8(2), 316–323. https://doi.org/10.5039/agraria.v8i2a2289
  • Speth, G., da Silva Peres, L. E., Wollmann, L., Domingues, Q. R., & Ribeiro, B. M. G. (2020). Conflitos do uso de solo em Áreas de Preservação Permanente em Candelária (RS). Ciência e Natura, 42, e13.
  • Torres, F. T. P. (2016). Mapeamento e análise de impactos ambientais das nascentes do córrego Alfenas, Ubá (MG). Ciência e Natura, 42, e13. https://doi.org/10.5902/2179460X40485
  • Vaeza, R. F., Maia, A. G., & Disperati, A. A. (2012). Uso e ocupação do solo em bacia hidrográfica urbana a partir de imagens orbitais de alta resolução. Floresta e Ambiente, 17(1), 23–29.