Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Sensoriamento Remoto | v. 3 n. 2 (2022)
Camilla Bandeira da Silva Felipe Gonçalves Amaral Carla Bernadete Madureira Cruz
Informações do autor
Informações do autor
Professor Substituto da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Doutorando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Geografia pela UFRJ na área de Planejamento e Gestão Ambiental, Bacharel em Ciências Matemáticas e da Terra - Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento e Ciências da Terra e Patrimônio Natural e colaborador em projetos de pesquisa no Laboratório Espaço de Sensoriamento Remoto e Estudos Ambientais, no Departamento de Geografia da UFRJ.
Informações do autor
Publicado em setembro 21, 2022
O monitoramento dos ambientes naturais e antropizados auxiliam consideravelmente no planejamento e gestão ambiental dessas áreas, além de contribuir para um melhor entendimento da dinâmica e cobertura do solo. A detecção de mudanças, uma das formas de monitorar o ambiente por Sensoriamento Remoto, considera diferentes métodos e técnicas para qualificar e quantificar as transformações nas características da cobertura ao longo do tempo. O objetivo do presente trabalho é contribuir para a realização do monitoramento de áreas florestais da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro por meio da avaliação de descritores dinâmicos criados a partir de imagens bitemporais de alta resolução. Essa proposta metodológica se baseia nas diferentes condições de relevo, iluminação, umidade e degradação da Mata Atlântica, além de considerar diferentes fitofisionomias presentes no estado do RJ. Como a detecção de mudanças é uma forma bem estabelecida e importante de identificar, mapear e monitorar mudanças no espaço, amplamente utilizada no monitoramento de ecossistemas, espera-se alcançar a identificação de áreas de supressão florestal em escala de grande detalhe. Descritores dinâmicos serão construídos neste trabalho a partir de índices encontrados na revisão da literatura que tendem a descrever a dinâmica florestal com base nas bandas visíveis de sensores de alta resolução. Este método difere dos clássicos por não utilizar a banda do infravermelho próximo, normalmente indisponível a baixo custo, buscando contribuir para a proposição de um método diferenciado que atenda a escala de monitoramento em detalhe.