Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Sensoriamento Remoto Aplicado | v. 2 n. 2 (2021)
Penélope Dantas Ribeirinha Sonia Maria Lima Silva José Augusto Sapienza Sérgio Orlando Antoun Netto
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Publicado em maio 29, 2021
R E S U M O
A vegetação de restinga ocorre em vários locais na costa brasileira. Apesar dessas áreas vulneráveis terem grande importância para os processos físico-ambientais e as suas supressões serem difíceis de recompor, elas têm sido, historicamente, pressionadas pela ocupação humana desordenada. A ocorrência de vegetação de restinga na área de estudo, região da praia do Peró no Estado do Rio de Janeiro (Brasil), apresenta um cenário de fragilidade resultante de conflitos económicos e ambientais. O presente estudo aplicou as técnicas de Análise de Imagem Baseada em Objetos Geográficos (GEOBIA) para mapear e quantificar a vegetação de restinga na praia do Peró, para o ano de 2018. O método foi testado usando um par estereoscópico proveniente do Sistema de satélite WorldView-3. Os resultados obtidos do controle de precisão cartográfica do modelo digital de superfície (MDS) e da ortoimagem gerados, indicaram uma precisão da ordem de 1: 5.000, classe A e 1: 1.000, classe A, respectivamente. Por sua vez, o coeficiente Kappa apresentou resultado de 0,81. O método de classificação não supervisionado, que utilizou atributos espectrais e espaciais usando um algoritmo de árvore de decisão GEOBIA, permitiu a identificação dos remanescentes de vegetação de restinga. As áreas quantificadas, foram de 2,04Km², correspondendo à 8,20% da área total mapeada. Embora 100% destes 2,04 km² de áreas de restinga sejam legalmente protegidas pelas Unidades de Conservação para uso sustentável, apenas 4,90% delas não permitem qualquer uso antrópico. Os resultados demonstraram um bom desempenho na identificação da vegetação de restinga, permitindo seu monitoramento.
Palavras-Chaves: MDS, GEOBIA, ortoimagem, vegetação de restinga