Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Sensoriamento Remoto | v. 5 n. 3 (2024)
Randy Rodrigo Gonçalves dos Santos Andrews José de Lucena Vitor Fonseca Vieira Vasconcelos de Miranda
Informações do autor
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Publicado em setembro 27, 2024
O uso do Sensoriamento Remoto em estudos de clima urbano, tem uma importante contribuição no mapeamento e identificação dos espaços de calor e frescor. Os satélites/sensores são diversos, com destaque para os produtos com bandas termais das séries LANDSAT, SENTINEL, MODIS, entre outros, que se diversificam pelas suas especificações técnicas. Neste trabalho exploramos o sensor ASTER (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer) que é um instrumento de imagem a bordo do satélite TERRA, o principal satélite do Earth Observing System (EOS) da NASA. O ASTER disponibiliza dados de Temperatura da Superfície Continental (TSC), pelo produto AST08, com resolução espacial de 90m e tamanho das cenas de 60x60 km, pela manhã e à noite. O objetivo do trabalho é mapear a TSC na cidade do Rio de Janeiro com o sensor ASTER e identificar os espaços de calor e de frescor, noturno e diurno, em cada região. Para este trabalho, a cidade foi dividida em Áreas de Planejamento (AP), conforme a divisão oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, e escolhidas uma amostra para cada uma das áreas. Os resultados indicam que os bairros mais urbanizados e com baixa área verde abrigam as manchas com maior TSC, como as AP-1 e 3. A Zona Sul (AP-2), mesmo em suas áreas urbanas apresentam temperaturas mais amenas, por conta de mais espaços verdes. O sensor ASTER é um diferencial nos estudos da Ilha de Calor Urbana por conta das imagens diurnas e noturnas que mostram as variações no padrão térmico e espacial.